Ontem, aconteceu a eleição para CALH (Centro Acadêmico Livre de História) da UFSC, o baixo número de votantes no curso, demonstra uma realidade na universidade, o não interesse pelo ME (movimento estudantil), mesmo em um curso que historicamente se envolve com movimentos sociais, já que desenvolve diversas pesquisas na área.
Infelizmente, há uma descrença na política estudantil por parte dos estudantes do meu curso, parte disso deve-se as práticas vanguardistas de alguns grupos que disputam esse espaço. Uma prova do que estou falando é uma das chapas que concorreram, a "Chapa do Cenoura", grupo que chacoteia o espaço do CALH e suas práticas esquerdistas que pouco se envolvem com o estudante em sala de aula.
As outras duas chapas tinham em seu corpo figurinhas carimbadas do ME, a chapa "Semeando outros tempos" tinha como integrantes pessoas filiadas ao PSTU, que eram mebros da gestão anterior, e a chapa "Estudantes com suas próprias idéias" tinha membros de antigas gestões do CALH. O que parece não ter empolgado a estudantada, pois apesar de apresentarem idéias relativamente novas ao CALH, representavam a "mesmice" da política do Centro Acadêmico.
Não estou dizendo que estes grupos, não tenham razão nas suas "lutas". Porém sua prática e seus métodos pouco envolvem o estudante médio (aquele que esta na faculdade apenas para estudar), pois seu discurso esta muito longe dos estudantes, falando sobre questões que parecem muito distantes a um CA.
A reconstrução do ME não conseguirá se dar apenas no discurso, deve procurar novos caminhos, o movimento deve partir da sala de aula, dos próprios estrudantes, fazendo-os perceber a importância de sua participação nos problemas do curso e educação. Mas esta percepção não deve ser imposta por um vanguardismo de esquerda, como tantas vezes é tentado, mas deve surgir da realidade prática destes estudantes.
Algo que surge dos problemas vivenciados no curso.
Infelizmente, há uma descrença na política estudantil por parte dos estudantes do meu curso, parte disso deve-se as práticas vanguardistas de alguns grupos que disputam esse espaço. Uma prova do que estou falando é uma das chapas que concorreram, a "Chapa do Cenoura", grupo que chacoteia o espaço do CALH e suas práticas esquerdistas que pouco se envolvem com o estudante em sala de aula.
As outras duas chapas tinham em seu corpo figurinhas carimbadas do ME, a chapa "Semeando outros tempos" tinha como integrantes pessoas filiadas ao PSTU, que eram mebros da gestão anterior, e a chapa "Estudantes com suas próprias idéias" tinha membros de antigas gestões do CALH. O que parece não ter empolgado a estudantada, pois apesar de apresentarem idéias relativamente novas ao CALH, representavam a "mesmice" da política do Centro Acadêmico.
Não estou dizendo que estes grupos, não tenham razão nas suas "lutas". Porém sua prática e seus métodos pouco envolvem o estudante médio (aquele que esta na faculdade apenas para estudar), pois seu discurso esta muito longe dos estudantes, falando sobre questões que parecem muito distantes a um CA.
A reconstrução do ME não conseguirá se dar apenas no discurso, deve procurar novos caminhos, o movimento deve partir da sala de aula, dos próprios estrudantes, fazendo-os perceber a importância de sua participação nos problemas do curso e educação. Mas esta percepção não deve ser imposta por um vanguardismo de esquerda, como tantas vezes é tentado, mas deve surgir da realidade prática destes estudantes.
Algo que surge dos problemas vivenciados no curso.
5 comentários:
primeiro lol
seria eu um estudante médio?!?!?! acho q sim...
falando nisso, esse termo eh seu ou tirou de algum lugar?
bom blog
Acredito eu, na minha singela opinião, que muito (se não tudo) que ocorre dentro da sociedade hoje é derivada ou buscam um interesse maior. Sociedade que me refiro não apenas o contexto geral, considero: universidade, governo, família ou qualquer agrupamento de pessoas com um interesse ou ideologia.
Creio que é utópico alguém prestar-se única e exclusivamente às outras pessoas sem um ínfimo e íntimo ponto de singularidade de interesse.
Tanto que é visto na tua publicação que membros filiados ao PSTU ainda buscam a reeleição do CALH, mas não estamos discutindo isso na individualidade.
Mas voltando ao enfoque da dissertação que é a descrença do movimento estudantil, fácil é de se perceber que a partir dos anos 90 as pessoas/jovens tem se acomodado com tudo, talvez pela atitude individualizada, abusiva e autoritarista dos "retentores do poder", fizeram com que fosse dificultado o acesso à informações e mais ainda, a revindicar pelas que não vem de encontro aos interesses da sociedade.
Basicamente a culpabilidade vem de ambos os lados, "gorverno" e "sociedade", em que ambos vivem de forma niilista (principalmente esse último) e que faz com que um descreia o outro, tornando esse meio um tanto sucateado.
Um exemplo é o que foi muito visto no século XIX e XX, onde a carreira política sempre foi visada para tornar-se senador, que era visto como o segundo cargo de maior escalão no país. Hoje são raros os casos de pessoas que buscam isso, até pela dificuldade. Vemos estudantes de direito matando-se para ir de encontro a cargos como de Juízes, Promotores de Justiça e Delegados, isso por que? Por causa da política e legislação que foi delineada para dificultar a chegada aos meio de "poder" para que ai sim, sejam criadas e homologada as ditas "leis" que são os meios de reger, regular e hostentar a soberatia do país e seus representantes.
As novas gerações cada vez mais não se interessam por mudança, tornaram-se conservadoras.
Talvez por pressão dos pais desde que nasceram, talvez por influência da mídia em sempre consumir o que não é preciso, sendo assim, sempre ter muito dinheiro de sobra.
Um abraço penetrante da
CHAPA DO CENOURA
Escreva um livro sobre sua vasta experiência política....
Bem, só vi esse tópico agora...
Concordo com algumas coisa,
mas acho que quando vc diz alguns menbros do PSTU e etc está desconsiderando todo o restante da chapa... que vai numa proporção de 3 menbros que são do PSTU (sendo que uma não estava na gestão anterior) e 7 menbros que não são ligados a nenhum partido político! E também as "políticas do PSTU" não são exportadas para o CALH, trata-se de um processo dialético consciente, sendo que as reuniões são abertas e tudo se decide ali, ao contrátio de outras práticas que se adotam em algumas instancias da universidade (inclusive do ME).
Nossa gestão está cada vez mais se voltando para os estudantes, mas não quer ficar isolada no mundinho UFSC tbm...
O estudante médio: temos que discutir o que entendemos por movimento estudantil, pq nem todo sem terra faz parte do MST, e o fim não são as festas e sim o avanço de consiencia, o que seria o movimento estudantil se não um grande conjunto de formação... (acadêmica e política).
Vamos a luta, cada um por seu ideal! (pelo menos é assim que atual esquerda funciona...rsrsrs)
Abraço!
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