24 setembro 2010
Reflexões sobre o voto!
17 setembro 2010
10 obras literárias que todo historiador deveria conhecer!
Bem, quase desisti de fazer esta lista de 10 livros literários. Existe muita coisa importante que sei que esqueci, deixei de lado, além de que não sabia direito que critérios usar para escolhe-los.
Acabei por escolher livros que acho interessante para o ensino de história, mas mesmo assim ficou sem critérios bons para escolhe-los. Deixei muitos livros de lado, que sei que ainda tenho que ler, mas como não conheço direito preferi não colocar na lista.
Como a lista anterior, ela esta totalmente aberta a sugestões e não é definitiva.
10 obras literárias que todo historiador deveria conhecer:
- 1984 (George Orwel); Eric Burton Blair (verdadeiro nome de Orwell) era um trotskista inconformado com os rumos do socialismo soviético e a centralização do poder de Stálin. Neste livro ele retrata uma distopia sobre um regime totalitário, centralizado nas mãos do "Big Brother", que além de ser uma caricatura de Stálin, também foi baseado nas figuras de Hitler e Churchill.
- O Coronel em seu Labirinto (Garcia Marques); Conta a história dos últimos dias de vida de Simon Bolívar.
- Canto Geral (Neruda); A história política e social da América Latina.
- Rei Lear (Shakespeare); Não é uma das obras mais conhecidas de Shakespeare, mas por se basear em histórias antigas do folclore anglo-saxão, onde se mostra algumas questões de como funcionava o regime feudal e da hereditariedade familiar dos reinos, torna-se um livro interessante para qualquer historiador. Assim como outras obras de Shakespeare.
- On the Road (Jack Kerouac); Importante livro que influenciou mais de uma geração. Essencial para entender o Movimento Beat, os Hippies, o Rock and Roll e toda a Contracultura da década de 60.
- 1968: O Ano que não Terminou (Zuenir Ventura); Ventura narra a história e os acontecimentos entre a intelectualidade da juventude en torno do AI-5. Retrata o Movimento Estudantil crescente nesse período, marcado pela o autoritarismo da ditadura.
- A Rosa do Povo (Carlos Drummond de Andrade); Poeta modernista, que através da poesia falava sobre dos dilemas enfrentados pelo povo brasileiro.
- De Vagões e Vagabundos (Jack London); Crônicas escritas por London - mais conhecido por suas histórias com a natureza - mas que nesse livro retrata a vida urbana do começo do século XX. O trabalho alienado e repetitivo, as baixas condições de trabalho, a dificuldade nas grandes cidades, a vida de vagabundos e a repressão que esses sofriam por não serem dignos trabalhadores.
- O Nome da Rosa (Umberto Eco); Escrito por um historiador, é um livro de suspense que gira entorno de uma abadia católica e retrata o período das luzes por dentro da igreja. É interessante para discutir como a escrita da História pode ser manipulada para certos poderes.
- Maíra (Darcy Ribeiro); Indígena levado ao sacerdócio por um padre e questionador de sua fé. antropologo demonstra o choque de culturas.
Eu sei! Está longe de ser uma lista ideal!
16 setembro 2010
10 livros que todo historiador deveria ler!
Dias atrás o twitter da @redehistorica perguntou qual seria os 10 livros que todo historiador deveria ler. Isso foi motivo de algumas conversas entre meus amigos historiadores. Infelizmente, como estava sem internet, não pude fazer minha contribuição de forma adequada, mas fiquei pensando nisso.
Cheguei a conclusão de que uma lista de livros, como o @redehistorica propunha não era suficiente. A formação de um historiador vai muito além de livros sobre história, de pesquisa científica, já que somos profissionais da educação (em grande parte). É interessante que pensemos em outros meios de aprender, que não só através dos livros de história, que em geral, são prolixos e densos. Por isso, pretendo trazer duas listas: uma com a proposta inicial e uma segunda com os 10 livros de literatura que todo historiador deveria ler e conhecer. Mas a segunda fica para outro momento.
Ah.... não colocarei os livros em ordem de importância, apenas citarei 10 e direi o motivo pelo qual eles aparecem na lista. Já é dificil ter que escolher dez, seria mais dificil herarquiza-los. A lista será feita para um historiador brasileiro.
10 livros que todo Historiador deveria ler:
- O Povo Brasileiro (Darcy Ribeiro); Entre os livros que falam sobre a história da formação do povo brasileiro nesta lista é o menos conhecido entre os historiadores. Mas nem por isso é menos importante. Escrito por um dos maiores antropologos brasileiros, Darcy Ribeiro, a obra trata de uma teoria de um povo miscigenado e de como deu toda sua formação através de 3 etnias: a indío, o negro e o português.
"Os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia. Essa unidade não significa porém nenhuma uniformidade. O homem se adaptou ao meio ambiente e criou modos de vida diferentes. A urbanização contribuiu para uniformizar os brasileiros, sem eliminar suas diferenças. Fala-se em todo o país uma mesma língua, só diferenciada por sotaques regionais. Mais do que uma simples etnia, o Brasil é um povo nação, assentado num território próprio para nele viver seu destino."
- Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Hollanda); Quase unanimidade entre os historiadores, raízes do Brasil trata de nossas origens e da formação de uma nação. Livro indispensável para qualquer historiador brasileiro, que deveria ser incentivado em todas escolas de ensino médio para sua leitura e estudo. Diferente da obra de Darcy Ribeiro, que aborda mais os aspectos culturais do Brasil da cultura indígena e negra, "Raízes do Brasil" trás a herança na colonização portuguesa.
- Casa Grande e Senzala (Gilberto Freyre); Outra obra que deverá estar em quase toda lista de historiadores, fala sobre escravidão e a relação de trabalho no período colonial. Assim também, fala sobre de como a cultura africana participou na formação de nosso país e de nosso povo. Através de como se estrutura a Casa Grande, ele demonstra a construção a divisão social do Brasil Colônia, que tem desdobramentos até os dias atuais.
- A Formação da Classe Operária Inglesa (Edward Thompson); Importante obra marxista do século XX, que trouxe uma visão mais ampla das relações de trabalho, que não girassem apenas em volta do economicismo, característico de grande parte das obras marxistas. Principal livro para conhecer o que é história social.
- Concepção Dialética da História (Antonio Gramsci); Pouco lido no curso de graduação de História da UFSC, Gramsci trás uma releitura marxista da história da cultura (Contraposição a Escola de Frankfurt e dos pós-modernos, muito utilizado nas ciências humanas). Importante livro para entender a dialética na experiência histórica.
- Apologia da História ou O ofício do historiador (Marc Bloch); Divisor de águas na historiografia. Quebra com o positivismo, com a história linear de causa-consequência.
- História da sexualidade (Foucault); O debate do que é cultural e do que é natural, é sempre muito fecundo entre os historiadores. Foucault demonstra como até mesmo, aquilo que o senso comum vê como natural ao ser humano, tem suas raízes na História, como construções culturais. Foucault têm vários defeitos, mesmo assim é importantíssimo para entendermos a história da humanidade em sua totalidade. Mesmo negando o marxismo até sua morte, ele tem muitos aspectos dos melhores marxistas. Talvez esse não seja o melhor livro dele para colocar entre os 10, porém foi o que eu li.
- A Era das revoluções (Hobsbawn); Obra importante para se ter na estante. Hobsbawn faz uma apanhado geral sobre as revoluções de 1789 a 1848, demonstrando como as Revolução Francesa, Revolução Industrial e o Manifesto Comunista modificaram visões de mundo e reestruturaram a ciência, a filosofia, a moral e diversos aspectos da sociedade contemporânea. Toda a obra de Hobsbawn pode ser considerada uma enciclopédia histórica, porém ainda uma perspectiva eurocêntrica.
- Nuestra América (José Martí); Martí, Chê, Bolívar, Mariategui e vários outros latino-americanos são importantíssimos para conhecermos a história deste continente. A escolha de Martí para a lista, foi por ele conseguir apresentar com maior embasamento (e uma leitura agradável) a formação da América Latina, a que ele chama de "Nuestra América".
- Ideologia Alemão (Marx e Engels); Antes de ler a coleção Primeiros Passos para entender o que é dialética, nada melhor do que ler na fonte primária. Marx aqui, trás a discussão de uma dialética abstrata, produzida pelos jovens hegelianos e uma dialética defendida por ele, com embasamento na realidade concreta, que a essência da história esta na atividade humana e sua experiência acumulada.
A lista não é definitiva. Tem muita coisa que eu não li, desconheço e talvez tenha esquecido. Ela tem abertura para receber sugestões.
Logo eu posto a outra lista... Agora vou voltar para meu TCC...
IMPASSE
06 setembro 2010
ME da UFF e sua vitória a favor de uma Universidade 100% gratuita
Por que o plebiscito?
Apesar de pública, a Universidade Federal Fluminense tem vários cursos que são pagos. Esses cursos, cujas mensalidades, variam entre R$190 e R$1.800, vêm sendo implementados na UFF há vários anos, sem a menor discussão com a comunidade acadêmica. No ano passado, por proposta do movimento estudantil foi aprovada no Conselho Universitário a realização do Plebiscito.
Professores, estudantes e servidores tem se mobilizado na campanha pela gratuidade em todos os níveis de ensino. Por que?
1) Porque os cursos pagos são ilegais. A Constituição Federal e a LDB instituem que ensino público deve ser gratuito. Com base nesse argumento, o Ministério Público interveio na UFRGS (Rio Grande do Sul) e decretou a extinção dos cursos pagos que existiam lá.
2) Porque com curso pago o estudante paga duas vezes. Todos nós pagamos impostos (altíssimos), o que deveria garantir o direito à educação publica, conforme a constituição.
3) Porque apenas 1,5 % do orçamento da UFF é composto pela receita desses cursos, e, no entanto, o impacto dos mesmos constrói uma lógica de privatização da universidade aos poucos, por dentro.
4) Porque vários professores em regime trabalhista de dedicação exclusiva (DE) dão aula nos cursos de pós-graduação latu-sensu pagos, o que é ilegal.
5) Porque vários departamentos têm deixado de abrir pós-graduações gratuitas e outros vários só têm pós-graduações pagas (Turismo, por exemplo). Os cursos pagos devem ser avaliados e incorporados à UFF gratuita, como ocorreu, por exemplo, na Faculdade de Enfermagem da UFF, que tinha 4 cursos de pós-graduação pagos e hoje têm apenas um, que deve ser incorporado em breve.
6) Porque os cursos pagos têm implementado uma lógica de interesses privados na universidade, na qual um grupo de professores, a partir desses cursos, tem usado a universidade para lucrar milhões.
7) Porque a FEC (Fundação Euclides da Cunha), gestora dos cursos pagos não presta contas e é o centro do que existe de corrupção na UFF, que hoje é investigada pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público por improbidade administrativa, uso de caixa dois, etc…
29 agosto 2010
18 agosto 2010
1º Debate on-line nas eleições brasileiras
09 agosto 2010
Eleições 2010 na internet
A corrida eleitoral começou de fato na semana passada, com o primeiro debate televisivo entre os candidatos a presidente. Logo o Orkut estará tomado por fotos com decalques dos números de candidatos; as comunidades estarão debatendo os programas dos candidatos; o Twitter estará tomado de hashtags com o nome dos candidatos, acompanhados do número pra você votar; os TTs sempre terão alguém envolvido com as eleições; o Youtube terá centenas de vídeos da campanha ou de apoio a candidatos; e os blogs pouco falarão de outro tema.
Apesar da internet não ser um meio de comunicação democratizado no Brasil, o debate que rola dentro deste meio cibernético, não só é produtivo, como pode mudar o resultado nas eleições. É nos sites oficiais de campanha dos candidatos, que podemos ver as propostas e os programas por completo. Assim podendo refletir sobre aquilo que eles se propõem a fazer e não sobre aquilo que eles se propõem a nos falar.
Pensando nisso, resolvi escrever uma série de textos baseado na campanha dos presidenciáveis na internet. É apenas um projeto, se vou conseguir concluí-lo não tenho certeza. Mesmo se publicar poucas vezes, espero no mínimo, incentivar as pessoas que acessam o meu blog a utilizar a internet para conhecer mais sobre os candidatos e conhecer suas propostas, programas e ideologias.
Twitter:
Acompanho o Twitter dos 4 candidatos que foram ao debate da Band: @pliniodearruda, @silva_marina, @joseserra_, @dilmabr. Os demais candidatos desconheço a existência de twitter, mas vou procura-los.
@silva_marina Utiliza o twitter muito bem. Responde perguntas de alguns seguidores colando o link das propostas, costuma twittar o dia todo, falando principalmente sobre o Meio Ambiente. Sua campanha no twitter foi comentada em diversos jornais do mundo. Para tanto utiliza-se de uma equipe para atualizar sua página, o que na minha opinião não é problemático, já que independente de quem elegermos, estaremos elegendo um grupo e não apenas uma pessoa.
@pliniodearruda Mesmo tendo seus 80 anos de idade, o Plinio parece ser o único que atualiza pessoalmente o Twitter. O que lhe rendeu certo reconhecimento no microblog. Costuma contar os locais que visita e falar um pouco sobre o tema que debateu nestas visitas. Sempre que participa de uma entrevista, sua assessoria atualiza ao vivo o que o candidato esta discutindo. Além disso, ele separa momentos livres do seu dia para responder aos seus seguidores. Plínio após o debate da Band, foi o primeiro lugar no TT mundial, ele literalmente bombou no microblog, mesmo tendo uma participação amena no debate (assim como os outros três candidatos).
Plinio e Marina parecem ser os dois que melhor se utilizaram do Twitter até este momento da campanha. Numa pesquisa eleitoral feita no Twiiter, pelo @Tvoto, respondida por 19130 twitteiros, Marina tem 25% e Plinio 7,2%. Pontuações muito maiores do que as pontuações feitas nas pesquisas oficiais.
@joseserra_ Serra utiliza o Twitter para mostrar seu lado mais humano. Uma das principais críticas a suas campanhas, sempre foi, e ainda é, a falta de carisma e compaixão do candidato. Assim no twitter, meio onde os marketeiros conseguem construir o candidato que quiserem, sem muitas dificuldades, Serra demonstra um lado mais engraçado, mais descontraído. Porém ele peca em colocar pouco suas posições e falar pouco sobre seu programa.
@dilmabr A candidata do PT é a que menos usa o twitter. Costuma contar mais o que esta fazendo em sua campanha e assim como o Serra não se aprofunda muito no debate sobre as posições políticas. Mesmo assim parece ter uma aceitação maior, que seu arquirival, no @Tvototem 33,2% , enquanto Serra esta com 31%
Isto que fiz, não é uma analise muita profunda sobre a campanha dos candidatos no Twitter. Mas já deu para perceber, que sendo a internet um meio barato de se fazer campanha, é nesse meio que os candidatos “menores” ganham maior espaço.
Ainda não estou comentando as propostas dos candidatos, por isso talvez alguém confunda essa analise, com algo imparcial. Pois bem, para os que não sabem ainda, já fiz minha escolha. Meu voto é do Plinio e apesar de pretender buscar saber sobre todos os presidenciaveis, não tenho a mínima pretensão de fazer um acompanhamento imparcial. Primeiro que isso não faz sentido nenhum, não estou aqui para promover a “Democracia” e sim buscar destrinchar os candidatos para mostrar como a minha escolha é a mais correta (hehe). Segundo, que não existe uma analise imparcial dos fatos, existem inúmeros fatores que nos influenciam e mesmo que tentasse fazer um “jornalismo imparcial”, estaria sendo parcial.
P.S.: A intenção de começar a escrever estes textos é para que as pessoas comentem o que escrevo e discutam a campanha comigo, se não isto perde sentido. Obrigado pelo apoio!!! =D
28 julho 2010
Preconceito a nossos hermanos!
Não faz muito, que a Copa acabou e ainda lembro de grande parte das pessoas secando a seleção da Argentina, pois para eles, pior que o Brasil perder a Copa era perder e a Argentina ser campeã. Motivos? Argentino é arrogante, acham que são europeus, pensam que são melhores que nós em tudo. Discordo disso, mas já chego lá.
Nesse final de semana fui jantar com meu tio e ele estava contando de quando foi para Buenos Aires. Meu tio é um cara legal, inteligente, estudado, pessoa ótima para se conversar. Para minha surpresa, que no meio a tantos elogios a visita dele à Argentina, ele começa a falar mal dos argentinos, a mesma coisa de sempre: arrogantes, mal-educados, acham que são europeus, etc. No momento preferi não discordar, não quis ser o chato do jantar, mas isso ficou batendo na minha cabeça novamente, que preconceito estúpido!
Não sei se algo aconteceu durante a viagem dele à Buenos Aires para ele falar isso. Pode ser que ele tenha razão com relação a algum argentino, ou alguns argentinos. Mas de onde vem essa concepção generalizada, que argentino é um povo ruim?
Vou me fazer de advogado do diabo, quer dizer, dos argentinos. Como historiador que sou, acho que isso deve fazer parte de um processo histórico, mesmo não tendo muito estudo sobre isso, vou me aventurar e fazer uma tentativa em defesa ao povo argentino e sua cultura.
Primeiro, temos que diferenciar o que é arrogância do que é nacionalismo. Os argentinos são muito nacionalistas, basta buscar na internet sobre o dia das comemorações da independência Argentina, que verão que todos saem nas ruas com bandeiras do seu país, sabem por que o fazem e se orgulham disso. Além do mais eles são em média, muito mais politizados do que o povo brasileiro, as eleições é um acontecimento nacional, as ruas e cafés são tomados pela discussão política, buscam acompanhar os rumos de seu país. Tenho a hipotese de que um dos principais motivos, que os levam ao nacionalismo e o debate político, pode-se se explicar pela quantidade de leitura que eles tem, é fácil se encontrar em Buenos Aires grandes bibliotecas e Livrarias cheias de gente. A argentina tem universidades desde o século XVII, enquanto no Brasil a universidade tem um século de história – só isso já seria um bom argumento do porquê eles tem mais intimidade com os livros.
Segunda questão, se eles são nacionalistas como falei a cima, como podem eles se acharem europeus? Como nacionalistas, defendem eles a Argentina, país latino-americano, certo? Bem, aí podemos dar vários aspectos que motivam, nós brasileiros a cairmos nesse equivoco.
- Buenos Aires é uma cidade construída aos moldes de Paris e por isso parece ser a Europa, até mesmo pelo seu clima;
- Durante o século XX a Argentina esteve muito mais próxima diplomaticamente, assim como seu comércio exterior, da Inglaterra, enquanto o Brasil estava próximo aos EUA;
- Eles praticam esportes de origem européia, que o Brasil não, como hipismo e esgrima;
- Muito provavelmente, acrescenta-se nesse pacote algumas discussões que devem ter exestido entre brasileiros e argentinos, que o argentino disse que em seu país se lê e tem-se um nível cultural próximo a algum país europeu. Ainda assim ele esta defendendo seu país, com uma argumento falho, concordo, mas como se no Brasil as comparações com os países centrais não existissem.
Terceiro ponto e talvez o mais sério. Brasil e Argentina tem uma rixa histórica. Disputa por territórios importantes, assim como disputa para ser a economia mais forte na América do Sul. Normal que a disputa se reproduza em outros aspectos, mas não deixar um preconceito estúpido como esse ser reproduzido nos mais diversos aspectos, principalmente quando se fala em futebol. Afinal de contas também disputamos com eles para ver quem tem o melhor futebol. No entanto o principal propagador disso - parece que ninguém se da conta - é a mídia, que fica botando pilha de que “melhor que o Brasil ganhar é ganhar da Argentina, ou ver a Argentina perder”. Caí-se na questão da arrogância, dizendo do outro, mas não olha para si e vê que no futebol terá povo mais arrogante que o brasileiro?
Não estou querendo dizer que a Argentina é pior ou melhor que o Brasil. Cada país tem suas características louváveis e criticáveis. Questiono aqui esse preconceito que se reproduz sem fim, sem conhecermos nossos vizinhos de fronteira direito e que só faz aumentar esta rixa estúpida. E não to dizendo também que esse preconceito só existe do lado brasileiro, do lado argentino também existe e pode explicar por que eles nos tratam mal muitas vezes. Mas para que continuar esse ciclo?
Fica aqui a reflexão!