Um dos principais discursos do DCE, gestão Boas Novas, confunde-se muito com o anti-partidarismo. Mas há um equívoco grande nessa confusão e eu vou tentar explicar o por quê.
Existe a comprensão de que as pautas estudantis devem surgir dos estudantes e não do comitê central de um partido, que nada conhece da realidade cotidiana destes estudantes, por mais que tenha a compreensão da conjuntura nacional da educação. No entanto, isto não significa que os partidos não possam ter sua importancia.
Manuais não só de partidos e outras organizações políticas, como de diversos campos da ciência, são formas de imposição de um pensamento que pouco relaciona com a realidade local, como também não faz com que haja a produção intelectual no ambiente local. Para quem viu o filme "Che - O Argentino", pode ver um exemplo disso, pois Che nega a ajuda de cartilhas soviéticas para uso de formação, pegando os livros originais para estudo a serem usados para a compreensão da realidade cubana, que por sinal era muito diferente da russa.
Alguém pode estar se perguntando pra que toda essa volta na discussão? Bem, é só para salientar a importancia da existência de um DCE independente, que faça as suas atividades pautadas na realidade do estudante. Porém isso não significa que condenamos qualquer movimentação partidária, tanto é que algumas vezes nossa gestão se envolveu com partidos e organizações políticas para tocar algumas atividades e reinvindicações que eram pertinentes aos estudantes da UFSC.
"Então, significa que existem partidos bons?"
Eu respondo: Quase! Existem oportunidades em que podemos tocar pautas junto a alguns partidos. Porém no Brasil, hoje, não existe alternativa partidária que represente a idéia que defendi algumas vezes aqui nesse blog e que defendo no meu cotidiano de militancia. O Brasil apesar de ter inúmeros partidos, poderiam ser encaixados em poucos grupos. Sendo que nenhum destes tem viabilidade de implantar um projeto de nação que tire o Brasil do subdesenvolvimento e liquide com a desigualdade social.
* Foto do MPL do Distrito Federal vinculado no site do CMI Brasil.
Existe a comprensão de que as pautas estudantis devem surgir dos estudantes e não do comitê central de um partido, que nada conhece da realidade cotidiana destes estudantes, por mais que tenha a compreensão da conjuntura nacional da educação. No entanto, isto não significa que os partidos não possam ter sua importancia.Manuais não só de partidos e outras organizações políticas, como de diversos campos da ciência, são formas de imposição de um pensamento que pouco relaciona com a realidade local, como também não faz com que haja a produção intelectual no ambiente local. Para quem viu o filme "Che - O Argentino", pode ver um exemplo disso, pois Che nega a ajuda de cartilhas soviéticas para uso de formação, pegando os livros originais para estudo a serem usados para a compreensão da realidade cubana, que por sinal era muito diferente da russa.
Alguém pode estar se perguntando pra que toda essa volta na discussão? Bem, é só para salientar a importancia da existência de um DCE independente, que faça as suas atividades pautadas na realidade do estudante. Porém isso não significa que condenamos qualquer movimentação partidária, tanto é que algumas vezes nossa gestão se envolveu com partidos e organizações políticas para tocar algumas atividades e reinvindicações que eram pertinentes aos estudantes da UFSC.
"Então, significa que existem partidos bons?"
Eu respondo: Quase! Existem oportunidades em que podemos tocar pautas junto a alguns partidos. Porém no Brasil, hoje, não existe alternativa partidária que represente a idéia que defendi algumas vezes aqui nesse blog e que defendo no meu cotidiano de militancia. O Brasil apesar de ter inúmeros partidos, poderiam ser encaixados em poucos grupos. Sendo que nenhum destes tem viabilidade de implantar um projeto de nação que tire o Brasil do subdesenvolvimento e liquide com a desigualdade social.
* Foto do MPL do Distrito Federal vinculado no site do CMI Brasil.
Um comentário:
E não é assim desde o império, e na república Velha então. Aliás, a falta de capaciade de organização, planejamento e execução de um projeto político que atendesse as demandas da nação como um todo, e não das classes envolvidas nos partidos, fossem eles quem fossem, está ligada ao surgimento do mito da Revolução de 30. É fato que mudaram os paradigmas, mas a realidade é a mesma, ou melhor, pior. Pois a população aumentou, o desemprego também, a educação é ridícula e o povo sofre cada dia mais...
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