12 julho 2009

Estudantes merecem respeito!?!

Não consegui postar nada antes pois estava primeiro, muito atarefado com o relatório final do estágio e depois por que fiquei doente. Mas estamos aqui de volta.

Durante a semana que passou, ocorreu a reunião ordinária da Câmara de Ensino e Graduação da UFSC, na qual faço parte como representante estudantil. A Câmara é orgão que aprova mudança nos curriculos dos cursos, abertura de novos cursos, os PPP, a forma do vestibular e outras coisas menos importantes. Mas não bem sobre isso que eu gostaria de falar. Nesta reunião repetiu algo que eu venho presenciando desde que entrei na UFSC e com mais intensidade esse ano que estou no DCE, os professores no geral não acreditam em projetos e atividades tocados pelos estudantes.

Existe uma cultura de que estudantes só querem fazer festa e que não levam as coisas muito a sério. Na UFSC mesmo, existem diversos exemplos de eventos acadêmicos tocados pelos estudantes que deram certo. Semana que vem acontecerá o ENECO (Encontro Nacional dos Estudantes de Economia) na UFSC, que terá palestrantes de renome internacional, tem previsão para mais de 2000 mil pessoas e foi construído por estudantes. Porém quando os estudantes de economia procuraram os diretores e reitoria para conseguir a estrutura necessária para o evento esbarraram, num primeiro momento, nesse preconceito de que estudante não faz nada sério. Foi através de muito empenho que eles conseguiram que liberassem os auditórios para as palestras, os ginásios para alojamento e o restaurante para as refeições.

O ENECO foi só um exemplo, as vezes a descrença fica em coisas muito mais simples como montar um torneio intercursos, produzir um festival de música ou até na hora ter que escrever um parecer sobre um processo da Câmara de Ensino e Graduação.

Quem sabe se os estudantes tomassem as rédeas dessa Universidade as coisas funcionavam muito melhor!

03 julho 2009

Profissão de professor em nosso país.

Outro dia escutei de uma professora de ensino básico o seguinte "o professor está desvalorizado e desrespeitado, para escolher essa profissão só com muito amor ou muita necessidade, lecionar não está sendo só um desafio está sendo confrontar com uma guerra".

Realmente o professor em nosso país é desvalorizado. É a profissão que eu escolhi para mim, mesmo sabendo que tal profissão deveria ser melhor remunerada e dada mais atenção. Porém o problema da docência não esta só na baixa remuneração destes profissionais, mas na sua formação. Cada vez mais os cursos de licenciatura são tratados como secundários (chegando ao ponto de questionarem seu lugar nas universidades), de formação técnica, ensinando a como passar a matéria estabelecida pelos currículos do MEC, sem que este tenha formação necessária para entender todo o significado de se educar e formar pessoas. Aqui na UFSC, algumas das licenciaturas não conseguem nem completar o número de vagas oferecidas, com indices no vestibular de 0,8 por vaga.

Nesse sentido discordo um pouco da professora citada a cima, escolhi a profissão de professor nem por amor, muito menos por necessidade. Se fosse por necessidade, estaria fazendo um outro curso que pudesse me garantir um futuro melhor. Quanto ao ser "professor por amor", me desculpem os pedagogos, mas tem muitos por ai que fazem o curso por amarem as crianças. Isto não pré-requisito para se tornar professor. Esta profissão tem por objetivo a formação de cidadãos, que possam ter um emprego e ter o conhecimento mínimo para se tornarem sujeitos críticos e donos de sua própria história (Futuro professor de História).

Minha opção pelo curso de História é um pouco idealista. Vejo na educação, o ponto chave para um projeto de nação mais igualitária, que vença o subdesenvolvimento e seja independente não só economicamente, mas também culturalmente e tecnologicamente.